quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Diálogo de suave despedida.

-Olha, você é um cara muito simpático, mas espero, honestamente, que eu não precise te ver nunca mais na minha vida.

-[risos] Te entendo.

-[penso: será que entende mesmo?].

-Mas qualquer coisa, me ligue. Meu celular nunca muda.

-Certo.

-Boa sorte. Bons rumos.

-Igualmente. Vai Corintias!

-[risos].

3 comentários:

pedro meinberg disse...

"eu sei que parece o que não se diz
o seu caso é o tempo passar
quem fala é o doutor"

pedro meinberg disse...

achei a parte que também lembrei, em meio às minhas notas, anotações, rascunhos...

"cada um está acorrentado no seio de sistemas de relações, de influencias, de sentimentos, que não se deixam mais atacar, mas que, em todo caso, implicam outras formas de ‘liberação’”. Para ele, a política de setorização da psiquiatria e psicanálise “correspondem a formas tecnocráticas avançadas de esquadrinhamento, de tomada de poder. (...). Uma repressão que não precisasse de polícia nas esquinas, mas que se exercesse permanentemente, discretamente, ao nível do trabalho, dos vizinhos, por toda parte, não seria o ideal para o poder? Vale o mesmo para a psicanálise. Ela tende a estar por toda parte, na escola, na família, na televisão”. guattari, f. antipsiquiatria e antipsicanálise. in: revolução molecular.

Alex Arbarotti disse...

ow, muda logo desse apartamento sem choradeira!